Sanha
Viviane Maranhão
Com que perfídia maltrataste
feriu de amor
um coração já em desgaste
seja para onde for
não haverá clemência
apenas becos sem saída
bem na sua consciência
onde não imaginavas que haveria
teu ardil devorou entranhas
e quando a dor te procurar
ninguém vai te acolher com a tua sanha
nem o fogo, a terra, nem a água e o ar.
Eu não quero te ver chorar
não me envenena o fel da vingança
volte para o seu lar
e quem sabe lá, recobras a esperança.
agua amor coração de dor esperança fogo o quando quero